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Doenças das veias:


[spoiler title=”O que são varizes?”] As varizes são dilatações e tortuosidades das veias superficiais. Além destas alterações na forma da veia (dilatação e tortuosidade), há também a presença de refluxo sangüíneo que nada mais é que o fluxo sangüíneo contrário à sua direção habitual.

Para exemplificar melhor: Nos membros inferiores (pernas) o sangue tem que subir pelas veias em direção ao coração. Este movimento do sangue depende de alguns fatores; a contração da musculatura da perna que “ordenha (ejeta)” o sangue no sentido ascendente, a variação respiratória que provoca mudanças na pressão intra-abdominal e intra-torácica facilitando ou dificultando o fluxo e também ao fechamento de válvulas dentro das veias que impedem o sangue de refluir novamente para baixo.

Quando ocorre dilatação das veias (por diversas causas), as válvulas se afastam permitindo o refluxo do sangue para baixo e este refluxo aumenta a pressão nas veias que se dilatam ainda mais e este processo de dilatação e refluxo vai envolvendo outras veias e se tornando disseminado no membo (ou membros) em questão. [/spoiler] [spoiler title=”Quais são as causas das varizes?”] As varizes, em última instância, são de origem genética. Algumas pessoas nascem com uma tendência à fragilidade das paredes das veias, favorecendo a dilatação das mesmas. Pelo fato do ser humano andar em duas pernas exclusivamente, o efeito da gravidade sobre as veias cria condições para a tendência à dilatação venosa. Outros fatores estão associados ao aparecimento ou maior gravidade das varizes:

1- Sexo: as mulheres têm maior tendência a ter varizes que os homens, principalmente pelo efeito de um hormônio feminino chamado progesterona. Caracteristicamente na adolescência, as gestações e o climatério há maior intensidade de aparecimento de varizes.

2- História familiar: descendentes de pessoas com varizes têm maior probabilidade de apresentarem o mesmo problema; mas isto não é uma condição obrigatória, há pessoas que têm varizes sem que haja um parente sequer com o mesmo problema e outros, com pais com intensa doença varicosa, que não as apresentam.

3- Idade: a medida que envelhecemos, nossas veias tornam-se mais frágeis favorecendo a formação de varizes pela dilatação das mesmas.

4- Gestações: o efeito da progesterona é muito intenso na gestação, assim como a pressão do útero sobre as veias da pelve no último trimestre da gravidez, aumentando o efeito de dilatação venosa.

5- Contraceptivo (anticoncepcional) Hormonal ou Terapia de Reposição Hormonal: estas substâncias hormonias favorecem a dilatação das veias para aquelas pessoas que apresentam tendência às varizes, mas estas não são, necessariamente contra-indicações para o tratamento hormonal, seja para anticoncepção ou terapia de reposição. [/spoiler] [spoiler title=”Quais são os sintomas das varizes?”] As varizes podem ter um amplo esectro de sintomas. Há pessoas com grandes varizes que não se queixam de dores, entretanto, algumas pessoas com vasinhos apresentam queixas dolorosas.

O quadro clínico sintomático tradicional das varizes se caracteriza por dor nos membros inferiores, que habitualmente vai piorando ao decorrer do dia, é influenciada pelo calor e atividade profissional, pode vir acompanhado de inchaço e que melhora ao deitar e elevar os membros. A pessoa acorda sem sintomas e estes vão aparecendo e piorando ao longo do dia.

As mulheres tendem a ser mais sintomáticas por conta dos receptores de hormônios que as veias têm e que favorecem os sintomas principalmente nos períodos pré-menstruais.

No caso de varizes complicadas com feridas, dermatites e tromboflebites, os sintomas são mais exuberantes e incluem dor forte, escurecimento e/ou vermelhidão, endurecimento e ressecamento da pele. [/spoiler] [spoiler title=”Salto alto causa varizes?”] Apesar de ser uma dúvida muito comum, não há estudos que demonstrem relação causal entre o uso de salto alto e o surgimento de varizes. O salto pode até melhorar o desempenho da circulação venosa.

Nossos pés foram “desenhados” para uso em solos irregulares, com diversas texturas e densidades. Na vida moderna, principalmente nas cidades, nossos pés estão quase sempre em contato com pisos duros, regulares causando impacto adicional e tornando a pisada muito “plana”. Como o bombeamento do sangue das veias é feito pela contração muscular, quanto mais “plana” a pisada, menor é a efetividade da contração muscular. O salto (desde que não muito alto) pode melhorar a performance da contração muscular, bombeando mais sangue venoso, aliviando a pressão venosa nas pernas. [/spoiler] [spoiler title=”Existem varizes internas?”] As varizes são dilatações das veias superficiais, ou seja, estão localizadas no plano subcutâneo e derme (pele). As veias profundas dos membros inferiores não se dilatam como as veias superficiais mas podem ser acometidas por por outros processos patológicos que causem insuficiência venosa. Tais processos ocorrem mais freqüentemente após a trombose venosa profunda (obstrução com coágulos).

Após a oclusão trombótica das veias profundas o organismo inicia um processo de recanalização espontânea das veias. Entretanto, a recanalização das veias não consegue reconstituir as válvulas venosas e estas tornam-se incapazes de impedir o refluxo do sangue sob o efeito da gravidade. Isto gera uma hipertensão venosa que leva, ao longo do tempo, alterações crônicas da circulação que vão promover sinais de edema (inchaço), escurecimento e endurecimento da pele e ulcerações (feridas) na pele. A isto chamamos Insuficiência Venosa Crônica. [/spoiler] [spoiler title=”Ficar muito tempo em pé ou sentada causa varizes?”] O fato de permanecer muito tempo em pé ou sentado não é um causador de varizes, mas pode acelerar o aparecimento destas varizes para quem tem tendência à formação das mesmas.

Estas posições, independentemente das varizes, podem gerar cansaço, peso e inchaço nas pernas, causando grande desconforto no fim do dia. Às vezes isto é confudido com má circulação. Na verdade, mesmo sem ter varizes, o fato de permanecer muito tempo sentado ou pé diminui a ação dos músculos da panturrilha sobre as veias, pois estes ficam muito tempo sem se contrair de forma efetiva, impedindo o bombeamento do sangue no sentido ascendente e gerando uma estagnação dos mesmos nas veias da musculatura da panturrilha. Esta estagnação sangüínea promove um aumento da pressão venosa nas pernas, ocasionando dores e desconforto. Se a pessoa tem varizes, este processo torna-se mais intenso. Ainda, situações como calor e período pré-menstrual podem exacerbar os sintomas.

Vale lembrar que muitas pessoas tem dores nas pernas em circuntâncias profissionais (costureiras, recepcionistas, balconistas, etc.) mesmo sem ter varizes.

Situações que exigem muitas horas em pé ou sentadas devem ser intercaladas com pelo menos 10 minutos de caminhada, com passos firmes e vigorosos. Desta forma as veias da panturrilha são “ordenhadas” pela musculatura, impelindo o sangue no sentido do coração e aliviando a pressão venosa nas pernas. Outra medida para diminuir a pressão venosa de repouso é o uso de meia elástica nas situações que exijam muitas horas em pé ou sentadas. Essas medidas ajudarão a diminuir as dores e o inchaço nas pernas. [/spoiler] [spoiler title=”Subir escadas causa varizes?”] As escadas também geram dúvidas freqüentes com relação a causas de varizes. Entretanto, é mais provável que seja um fator acelerador do processo do que proriamente casador de varizes. Em situações em que o uso freqüente e repetido de escadas se impõe, pode ocorrer cansaço muscular levando a dores e desconforto dos membros inferiores. [/spoiler] [spoiler title=”Um Dr. me disse que eu deveria ter feito aplicação com espuminha ao invés de crioesclerose…”] “Há uns 3 anos atrás fiz uma única aplicação de escleroterapia e não precisei repetir a dose.Desta vez,com outro médico, fiz uma aplicação que, não vi resultado. A Dra. me disse que eu deveria ter feito a espuminha ao invés da crioesclerose que pedi…O que devo fazer?”

Ao que parece a sra. fez uma crioesclerose. Esta técnica, assim como a espuma, são variações da técnica tradicional e são indicadas de acordo com a experiência do médico e o tipo de veia a ser tratado. Nenhuma técnica de tratamento de varizes é uma panacéia (remédio único que resolve tudo). Às vezes o padrão de suas veias pode ter mudado, e nem sempre o que se vê é a única coisa a ser tratada. Muitas vezes aparecem as veias que nutrem os vasinhos e estas precisam ser tratadas também. E podem ser necessárias novas sessões. É o mais provável que esteja ocorrendo.
Nem sempre a mudança do método de esclerose vai resolver; mais importante é a estratégia e a experiência de quem faz.
Normalmente eu recomendo a técnica à paciente, e não o contrário. Mas também é importante explicar porque está sendo usado esta ou outra técnica à paciente, para que ela fiqua mais tranquila com o tratamento proposto.
Converse com seu médico.
Atenciosamente,
Dr. Robson Barbosa de Miranda [/spoiler] [spoiler title=”Escleroterapia com espuma pode causar embolia pulmonar?”] “Recentemente em um programa de TV foi dito que o método utilizado para tratamento de vasos/varizes: Escleroterapia de varizes (aplicação) com espuma e ar, pode acontecer do paciente ter embolia, a minha pergunta é a seguinte isto de fato pode ocorrer e que espécie de embolia seria?”

Este risco é realmente potencial e há descrição na literatura médica. Entretanto, é rara e, na maioria das vezes, o procedimento pode ser realizado com segurança desde que respeitadas as doses de ar ou CO2 que são injetadas na forma de microbolhas. Quando o líquido é misturado com CO2 o risco de embolia é menor ainda, mas este gás não é tão fácil de misturar ao líquido e é difícil de trabalhar com ele.
O maior risco potencial de embolia pulmonar gasosa é quando se realiza escleroterapia da veia safena, pois o volume da solução injetada é maior. Para tratamento de vasinhos, se for dada atenção devida ao volume de ar misturado ao líquido, é mais difícil ainda de ocorrer embolia pulmonar.
Quando há muita exposição na mídia de técnicas médicas, ocorre sempre o efeito da moda. Alguns colegas (às vezes nem mesmo são vasculares) vão à TV, rádio, jornais e revistas para dizer que tal técnica é mais moderna que a antiga e pode até substituí-la. Desconfie! Em medicina, o que é bom dura e só é substituído por outra técnica após ter sido amplamente testado e comparado com a técnica anterior; e isto é um processo gradativo e lento baseado em muita pesquisa clínica e experiência adquirida. Poucas técnicas substituem outras e quando as fazem não precisam mais de propaganda pois se transforman em técnicas-padrão. Isto está acontecendo com a técnica da microespuma para tratamento das varizes. É uma excelente técnica nas mãos de pessoas experientes e conscientes, mas é uma arma perigosa na mão de inexperientes e inescrupulosos que só pensam em retorno financeiro. E isto vale para qualquer tratamento em medicina.
Quanto ao que aconteceu contigo, não é possível a mim afirmar o que ocorreu, mas não é incomum, após escleroterapia, onde a paciente está tensa pelas injecões, sentir um pouco de mal-estar. O médico tem que ajudar a paciente a sentir-se confortável e confiante, dar atenção e estes cuidados minimizam até a dor durante o procedimento.
Espero que tenha podido esclarecer suas dúvidas.
Dr. Robson Barbosa de Miranda[/spoiler] [spoiler title=”O procedimento da espuminha é muito dolorido? Quanto tempo dura cada procedimento e se pode ser feito em varizes inflamadas?”] O método de escleroterapia com microespuma é feito com injeção de uma solução líquida que é tranformada em espuma, ao ser misturada com ar ou gás carbônico. A dor é uma questão muito pessoal, mas posso garantir que depende também da experiência, habilidade e tranqüilidade do médico em fazê-la. Indolor não é, mas também não é menos dolorosa que a aplicação tradicional.
O que nós médicos entendemos por varizes inflamadas é a tromboflebite. Nestas circuntâncias a escleroterapia está contra-indicada. Entretanto, pessoas leigas costumam falar que suas varizes estão “inflamadas” quando muito salientes e doloridas; neste caso, a escleroterapia não é contra-indicada quando avaliada adequadamente elo cirurgião vascular e este decidir por esta modalidade de tratamento.
Dr. Robson Barbosa de Miranda [/spoiler] [spoiler title=”Queria saber se as microvarizes somem assim que é injetada a substância esclerosante, ou se demora alguns dias para isso ocorrer. Em algumas veias é necessário que se faça reaplicação? Demora muito o tratamento de escleroterapia?”] “Doutor, eu estou fazendo sessões de escleroterapia e queria saber se as microvarizes somem assim que é injetada a substância esclerosante, ou se demora alguns dias para isso ocorrer, pois no meu caso algumas veias sumiram com três dias e outras continuam e parecem que estão da mesma forma. Em algumas veias é necessário que se faça reaplicação? Ou isso ocorreu porque a substância não foi injetada na veia de forma correta? Demora muito o tratamento de escleroterapia?”

Alguns vasinhos somem logo, assim como outros precisam de mais de uma sessão para desaparecer. A demora de tratamento depende do quanto seu médico injeta por veia, qual o volume injetado em cada sessão e etc.
Dr. Robson Barbosa de Miranda [/spoiler] [spoiler title=”Na família existe problema de varizes e de trombose; em mim já começaram a aparecer aos 23 anos. Já parei até de tomar anticoncepcional pois as varizes estavam aumentando muito.Gostaria de saber qual seria o metodo mais adequado de fazer um tratamento, para sumir com as varizes, enquanto estão no começo?”] Para a doença varicosa, seja ela apresentada na formade vasinhos ou varizes, não há prevenção primária (alguma forma de evitar que a mesma apareça), mas sim a prevenção secundária (a partir do momento que elas existam, evitar que piorem ou compliquem). Também não há cura (eliminação total do problema), e sim contrôle.

Partindo deste princípio, a recomendação é que medidas de tratamento sejam estabelecidas para que a prevenção secundária seja iniciada.

Se existem vasinhos, pode ser realizada a escleroterapia (aplicação) de varizes, tratamento no qual os vasinhos são “secados” com medicações injetadas nas mesmas. O objetivo é melhora estética ou mesmo prevenir sangramentos varicosos (pacientes com graus de varizes mais elevados).

Se existem microvarizes ou veias reticulares, as mesmas podem ser tratadas com escleroterapia ou cirurgia de microvarizes. Aqui o tratamento tem dois objetivos: tratar as microvarizes evitando que as mesmas aumentem em quantidade e calibre e ajudando a tratar ou prevenir o surgimento ou recrudescimento (volta) dos vasinhos.

Caso as veias sejam de calibre ainda maior, ou haja comprometimento das veias safenas, pode ser necessária a realização de uma cirurgia de varizes, que pode ser complementada com escleroterapia (aplicação) dos vasinhos.

Quando alterações tróficas da pele (pernas escurecidas, úlceras varicosas e suas cicatrizes) ocorrem por decorrência da doença varicosa crônica, então várias medidas terapêuticas devem ser colocadas em prática. Cirurgia, escleroterapia, curativos, meias elásticas e etc.

Cada caso deve ser avaliado individualmente conforme as características individuais e de sua doença varicosa e para isto uma consulta especializada é mandatória.[/spoiler] [spoiler title=”Durante a cirurgia, para a retirada da safena, ocorre significativa perda de sangue, ao ponto do paciente ser submetido a uma possível transfusão?”] Durante a cirurgia de varizes com retirada da(s) veia(s) safenas(s) (safenectomia) há habitualmente uma perda sangüínea maior que quando a cirurgia se resume a retirada de microvarizes. Entretanto, esta perda sangüínea não costuma ser intensa a ponto de necessitar de transfusão. Obviamente há excessões à regra, e isto quando ocorre (a necessidade de transfusão de sangue) decorre de alguma intercorrência operatória. Eu, particularmente, em quase 20 anos de experiência na área cirúrgica (e 15 anos somente na cirurgia vascular), nunca precisei transfundir paciente e safenectomias. Tomamos alguns cuidados; quando o paciente apresenta varizes muito exuberantes, nos quais o risco de possibilidade de sangramento é grande, optamos por operar uma perna por vez (conduta de nossa equipe).
É interessante notar que há cirurgias de varizes, nas quais não são necessárias safenectomias, que o sangramento pode ser até maior que quando da retirada da safena.
Desta forma, resumindo, em safenectomias habituais a possibilidade de reposição sangüínea é rara.[/spoiler] [spoiler title=”Tenho feito escleroterapia tradicional com resultados insatisfatórios e lendo sobre isso, cheguei a conclusão que devo tentar a escleroterapia com espuma para obter melhores resultados. Sou saudável mas tenho pressão um pouco abaixo do normal. Posso correr algum risco fazendo o procedimento com espuma?”] A decisão entre a escleroterapia tradicional e com espuma não deve ser do paciente… O médico é que tem a capacidade técnica de decidir qual método é melhor para tratar as varizes. Alguns colegas não se sentem à vontade de usar a escleroterapia com espuma devido aos seus riscos potenciais. Relamente há descrições de casos isolados de acidentes graves com uso de espuma; entretanto a escleroterapia tradicional não é isenta de riscos e deve ser realizada por profissional especialista (Angiologista/Cirurgião Vascular). O risco potencial de embolia pulmonar na escleroterapia com espuma existe e, se a pessoa é portadora de comunicação inter-atrial ou inter-ventricular há o risco das microbolhas ganharem a circulação arterial e daí podem ocorrer sintomas de escotomas (brilhos na visão, como se estivessemos vendo pequenas estrelinhas), estados confusionais e até acidente vascular cerebral como descrito na literatura – Stroke after varicose vein foam injection sclerotherapy. J Vasc Surg. 2006 Jan;43(1):162-4 por Forlee e colaboradores (veja o artigo na íntegra). Apesar disto tudo, ainda é um método seguro quando realizado por mãos experientes e o risco potencial de complicações mais graves é praticamente insignificante quando a espuma é injetada em vasos menores (como os vasinhos e veias reticulares laterais de coxa e perna). Apesar de ser um método altamente difundido e praticado (incusive por não especialistas, o que aumenta o potencial de acidentes) a escleroterapia tradicional também pode causar complicações e, talvez a freqüência destes procedimentos seja maior pelo fato de ser mais executada. No fim da história, o que importa é a segurança na capacidade de seu médico realizar o procedimento que ele tenha mais experiência e familiridade, pois costuma dar melhor resultado que os modismos.[spoiler title=”Olá, tenho 26 anos, e sem filhos. Recentemente fui diagnosticada pela minha ginecologista que possuo ” Varizes Pélvicas”. Gostaria de saber o que é, e qual o tratamento é o indicado, pois a ginecologista me passou alguns medicamentos. E se me acarretaria problemas para haver filhos.
“] As varizes pélvicas são dilatações das veias da região peri-uterina e peri-anexial (trompas e ovários). São relativamente freqüentes da mulher em idade reprodutiva e equivale, a grosso modo, à varicocele (varizes no saco escrotal) no homem. Ocorrem mais comumente por dialatação da veia ovariana esquerda e da veia ilíaca interna (estas veias drenam a região pélvica). Podem ser assintomáticas, mas quando apresentam sintomas o padrão é de síndrome da congestão pélvica, na qual a paciente apresenta dor, peso na região do baixo ventre, principalmente nos períodos pré-menstruais, dispareunia (dor durante a relação sexual) e até síndrome de excitação sexual contínua. Após realizada a investigação diagnóstica completa, o tratamento inicial é clínico (conforme já orientado por sua médica) e, se não houver mehora, pode-se, após confirmação dos achados, optar por tratamento intervencionista, quando isto é possível. Normalmente não causa dificuldades para engravidar, mas você tem ovários policísticos que, se não tratados, podem lhe render alguma dificuldade. O cirurgião vascular geralmente entre em cena quando existe a necessidade de diagnóstico mais detalhado e programação e execução de terapêutica intervencionista.

Dr. Robson Barbosa de Miranda[/spoiler]