Escleroterapia de varizes ou aplicação de vasinhos

Tratamento para pequenos vasos

 

O que é a escleroterapia de varizes?

A escleroterapia de varizes, também conhecida como aplicação de vasinhos, é o processo pelo qual os vasinhos (telangiectasias – pequenos vasos avermelhados ou arroxeados visíveis na pele)  e as microvarizes ou veias reticulares (veias varicosas com até 3 mm de calibre) são tratados através da injeção de substâncias que promovem a “secagem” (esclerose) desses vasinhos, portanto fazendo-os desaparecer.

Aplicação de vasinhos é a mesma coisa que escleroterapia de vasinhos?

Sim. A maioria das pessoas conhece esse método de tratamento das veias varicosas como aplicação de vasinhos. No entanto, ambas as denominações são equivalentes.

O que causa a secagem dos vasos?

Várias são as substâncias que promovem o efeito do desaparecimento dos vasinhos, porém a mais utilizada por nossa equipe é a solução de glicose hipertônica misturada com uma pequena quantidade de outro medicamento esclerosante. Essa composição proporciona esclerose dos vasos por dois mecanismos de ação e com menor desconforto para o paciente.

É seguro fazer aplicação de vasinhos?

O método de escleroterapia é amplamente estabelecido na comunidade médica vascular e é muito seguro e eficaz, desde que realizado por médico especializado em angiologia e/ou cirurgia vascular. Esse profissional é o especialista mais habilitado a indicar e a realizar o procedimento. É muito importante também que seja realizado um correto diagnóstico do problema vascular do paciente antes do início do tratamento. Portanto, somente o Angiologista e o Cirurgião Vascular estão plenamente capacitados a isso.

Como é feita a aplicação nos vasinhos?

O líquido esclerosante é injetado nas pequenas veias através de uma agulha muito fina que penetra muito pouco na pele, o suficiente para canular o vasinho. Ao contrário do que se costuma pensar, a agulha é introduzida 1 ou 2 milímetros na pele, às vezes até menos. Há um pequeno desconforto, muito bem tolerado pela maioria das pessoas. Dessa forma, a interação entre médico e paciente é muito importante. O paciente se sente mais seguro quando confia no médico e sua equipe; e este é o nosso objetivo.

A quantidade de picadinhas depende de diversos fatores tais como:

  • a quantidade de vasinhos,
  • o tipo de vasinho e a distribuição dos mesmos.

Na nossa clínica, a sessão é medida não pela quantidade de “picadas”, mas pelo volume de substância esclerosante que é injetada. Em geral injetamos ao redor de 5 mL da solução esclerosante ( equivalente a uma seringa), isto equivale a uma sessão.

Complementamos o procedimento com o enfaixamento dos membros com faixas elásticas que permanecerão por algumas horas. A faixa elástica melhora a eficácia do procedimento, diminui os hematomas e evita que os pequenos curativos (micropores) se desprendam.

A quantidade de sessões de escleroterapia pode variar na dependência da quantidade e tipo dos vasinhos, e é muito individual para cada paciente. As sessões são semanais ou quinzenais na fase inicial. O tratamento de manutenção deve ser feita semestralmente ou anualmente, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Os vasinhos voltam?

O tratamento dos vasinhos através da escleroterapia de varizes tem por objetivo tratar as telangiectasias existentes. Infelizmente o problema continua existindo no código genético da pessoa e outros vasinhos podem surgir ao longo da vida. Obviamente existe o resultado inadequado devido a um mau diagnóstico e planejamento. Alguns pacientes se queixam de que fizeram aplicação dos vasinhos em outro local e não obtiveram resultado satisfatório. Frequentemente nesses casos encontramos algumas veias nutridoras (nutrizes) que se relacionam com os vasinhos e pode ser necessário escleroterapia, LASER, tratamento cirúrgico ou microcirúrgico para tratá-las.

Vasinhos nutridos por microvarizes

Vasinhos nutridos por microvarizes

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A escleroterapia de varizes tem complicações?

Como qualquer procedimento médico, há riscos de complicações que felizmente são raros. Uma complicação infrequente mas bastante perturbadora é o chamado “novelo telangiectásico” ou “matting“, onde pode haver surgimento de múltiplos pequenos vasinhos ao redor do vaso tratado. Nesses casos o tratamento é deixar a área “descansar” por um tempo e tentar identificar se há alguma veia nutridora não tratada.

Uma outra complicação ainda mais rara é a ulceração. É a mais temida das complicações por levar a formação de uma ferida pequena mais muito dolorosa. Pode levar semanas para cicatrizar e que geralmente deixa uma cicatriz inestética. Essa complicação está relacionada a dois fatores principais:

1- Pouca experiência do profissional: é mais comum ocorrer nas mãos de não médicos ou de médicos não vasculares, que nunca deveriam se propor a fazer esse tipo de tratamento.

2- Alguma doença do paciente que possa desencadear a ulceração, geralmente doenças reumatológicas ou hematológicas.

Apesar de muito seguro, o método de tratamento de vasinhos por escleroterapia é um ato médico e não é isento de riscos e potenciais de complicações. Felizmente, os efeitos adversos são raros em mãos experientes; mas podem ser desastrosos nas mãos de curiosos ou não especialistas.

Lembre-se, a escleroterapia de varizes não é um procedimento meramente estético. É um tratamento médico preventivo e direcionado para o tratamento de varizes numa fase inicial. Portanto, só deve ser realizado por um profissional que tenha, na sua formação, capacidade de diagnosticar, conduzir o caso, tratar a doença e as eventuais complicações do tratamento.

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