Aterosclerose

Aterosclerose

Aterosclerose significa endurecimento e espessamento da parede do vaso sanguíneo. Esta é uma definição incompleta e simplória, contrapondo a complexidade dos eventos que ocorrem e culminam na formação da placa atrosclerótica. No passado, se achava que a placa aterosclerótica ocorria por decorrência do acúmulo simples de gordura na parede dos vasos sanguíneos. Hoje se sabe que o processo é mais complexo e envolve, além do acúmulo de gordura na parede vascular, uma reação inflamatória crônica no local de maior acúmulo destas substâncias gordurosas. Isto pode levar, entre outras coisas, ao estreitamento do vaso sanguíneo, trombose (coagulação do sangue) vascular local e até embolização (migração de pedaços da placa na corrente sangüínea) para locais distantes (como por exemplo o cérebro). Em última análise, o processo de obstrução das artérias leva à falta de circulação (isquemia), em diversos níveis, aos órgãos afetados:

  • no coração: a falta e circulação pode levar a angina e infarto
  • no cérebro: a falta de circulação pode levar ao acidente vascular cerebral (AVC, derrame)
  • na artéria aorta: obstrução u dilatação da principal artéria do organismo
  • nos membros inferiores: a falta de circulação pode levar à gangrena de dedos ou pé
  • nos rins: a falta de circulação pode levar a insuficiência renal ou hipertensão arterial (renovascular)

Por ser a aterosclerose multifocal (ocorre em vários locais do corpo ao mesmo tempo), muitos estudos têm mostrado intensa associação entre diversas doenças cardiovasculares. Por exemplo: estudos populacionais têm mostrado que 46% a 53% dos pacientes com doença vascular periférica obstrutiva (entenda-se qualquer doença que prejudique a circulação arterial do organismo, notadamente nos membros inferiores) apresentam também acometimento coronariano (circulação cardíaca) ou cerebrovascular (circulação cerebral). Por outro lado, até 40% dos pacientes com doença cerebrovascular apresentam algum grau de insuficência arterial periférica obstrutiva. Desta forma, o cirurgião vascular tem que estar atento às possibilidades do paciente com doença vascular periférica obstrutiva apresentar problemas cardiológicos e/ou neurológicos de origem vascular. Assim como os cardiologistas e neurologistas devem prestar mais atenção à possibilidade de seus pacientes apresentarem algum grau de acometimento vascular arterial obstrutivo.

 

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